De acordo com os dados divulgados pelo consórcio de veículos de imprensa, houve 138 mortes pela COVID-19 e foram registrados 88.464 novos casos nas últimas 24 horas. O aumento dos casos de infectados representa a maior média de casos desde 1 de julho de 2021, o que representa um aumento de 614% na média comparado às últimas duas semanas. Entretanto, apesar do aumento exponencial de casos, a média de mortes pela doença segue estável. Atualmente, o Brasil tem um total de 22.718.606 casos confirmados e 620.419 mortes devido à doença. Segundo o consórcio de veículos de imprensa, quase 145 milhões de brasileiros, o que equivale a quase 67% da população, estão imunizados com duas doses ou vacinas de dose única contra a COVID-19. Além disso, mais de 161 milhões de pessoas tomaram pelo menos a primeira dose da vacina, o que representa 75% da população. Vale ressaltar que outras 31 milhões de pessoas, cerca de 14,65% da população, receberam a dose de reforço.

AVALIAÇÃO BMJ

É importante destacar que a variante Ômicron, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), já é a variante dominante no mundo, e que no Brasil prevaleceu em 98,7% das amostras analisadas. Apesar de ser mais contagiosa, estudos apontam que os pacientes infectados pela variante Ômicron se internam menos e por menos tempo. Desta forma, o estudo sugere que metade dos pacientes com Ômicron tem 74% menos de chance de precisar de cuidados intensivos (UTI) e 91% menos probabilidade de morrer. Portanto, a dose de reforço não é condicionada à variante, e sim ao controle da pandemia como ressaltam os epidemiologistas.

MINISTÉRIO DA SAÚDE REDUZ PERÍODO DE ISOLAMENTO PARA INFECTADOS COM COVID-19

Na segunda-feira (10), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a redução do período de isolamento para casos leves e moderados de COVID-19. A decisão foi tomada após Queiroga ter anunciado, em entrevista na manhã do dia 7, que o Ministério estava estudando essa possibilidade, que segundo ele é baseada em evidências científicas e no que é praticado em outros países. Com isso, a pasta passa a recomendar que, ao 5º dia, o paciente que não apresentar sintomas respiratórios e febre por um período de 24 horas, sem uso de antitérmico, pode fazer o teste (antígeno ou PCR). Se for negativo, ele pode sair do isolamento. Caso o paciente assintomático apresente teste positivo no 5º dia, deverá manter-se em isolamento até o 10º dia. Ademais, se ao 7º dia o paciente estiver assintomático, ele está liberado do isolamento, sem necessidade de fazer o teste. Após 10 dias, se o paciente estiver sem sintomas respiratórios, não precisa fazer o teste e pode sair do isolamento.

AVALIAÇÃO BMJ

O anúncio de Queiroga agrada principalmente o setor produtivo brasileiro, que vinha tendo dificuldades com o aumento de casos de COVID-19 causados pela variante Ômicron e a falta de trabalhadores. Sendo assim, a expectativa é que a medida seja bem recebida e ajude a manter os níveis de produção esperados. Vale destacar ainda que o Ministério da Saúde publicou em seu site oficial o Guia de Vigilância Epidemiológica Covid-19 atualizado, documento no qual fornece maiores detalhes sobre as medidas de isolamento recomendadas. Com isso, o setor produtivo brasileiro passa a ter maior segurança ao recomendar o retorno de funcionários ao trabalho com base naquilo que foi anunciado por Queiroga.

MINISTÉRIO DA SAÚDE SOLICITA A LIBERAÇÃO DE AUTOTESTE PARA DETECÇÃO DA COVID-19 NO BRASIL

A alta transmissibilidade da nova variante Ômicron e as aglomerações provocadas pelas festas de final de ano têm causado um aumento exponencial de casos da COVID-19 e, por consequência, um incremento na procura por testes diagnósticos e atendimento médico, gerando assim a necessidade da ampliação da capacidade de testagem do país. Como forma de evitar uma nova sobrecarga no sistema de saúde, especialistas e autoridades defendem a liberação do autoteste para detecção da COVID-19 no Brasil. Na terça-feira (11), o senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP), vice-presidente da Frente Parlamentar do Observatório da Pandemia, enviou um ofício para Anvisa solicitando informações e uma avaliação quanto a possibilidade de liberação de autotestes. Assim, na quinta-feira (13), o Ministério da Saúde (MS) encaminhou para a Anvisa uma nota técnica solicitando a liberação desta modalidade de teste. Na nota, o MS destaca que o autoteste servirá como estratégia adicional ao plano de testagem brasileiro, servindo para triagem e interrupção da cadeia de contágio.

AVALIAÇÃO BMJ

Tais movimentos ocorrem pois o autoteste tem sido observado como um exame mais ágil e que, por ser feito em casa, poderá diminuir a procura por unidades de saúde em casos leves da doença. Apesar de liberado e amplamente utilizado em países como Estados Unidos e Portugal, no Brasil, o autoexame para detecção da COVID-19 ainda necessita de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser utilizado no país. A Anvisa já salientou, em nota, que antes da autorização é necessário a criação de uma política pública para utilização deste tipo de testagem, para assegurar a proteção a saúde da população e minimizar riscos. Ainda assim, após o envio de nota técnica do MS para a Agência, a expectativa é que o autoteste seja em breve liberado no país.

NOVA CPI DA PANDEMIA TERÁ DIFICULDADE DE AVANÇAR

O senador Randolfe Rodrigues (REDE/AP) protocolou um requerimento para instalar uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a atuação do Governo Federal em relação ao combate da COVID-19. A ideia do senador é que a nova CPI considere os eventos a partir de novembro de 2021, data de encerramento da última CPI sobre o tema. Esse requerimento precisará do apoio de um terço do Senado, o que representa a assinatura de 27 senadores. Rodrigues afirma que está trabalhando no recolhimento de assinaturas. Entre os temas que o senador quer discutir está o apagão de dados sobre a COVID-19 do portal do Ministério da Saúde, a imunização de crianças e a política de testagem.

AVALIAÇÃO BMJ

A instalação de uma nova CPI com o mesmo tema da que ocorreu no ano passado tem pouca chance de ocorrer. Primeiramente por ser uma repetição da que já ocorreu e por ter um recorte temporal menor de investigação, a partir novembro de 2021. Além disso, 2022 é um ano eleitoral, fato que impacta a agenda dos poderes Executivo e Legislativo ao longo do ano. É esperado que o atual ministro da saúde, Marcelo Queiroga, dispute algum cargo eletivo em outubro e, para isso, ele precisará sair do cargo até abril. Além disso, ambas as casas legislativas participarão do processo eleitoral, o que demanda tempo e articulação política. Nesse sentido, uma nova CPI é bem-vinda. Dessa forma, encontra um cenário mais adverso e, se chegar a ser instalada, tende a ter menos tração política.

GOVERNO DE SÃO PAULO RECOMENDA DIMINUIÇÃO EM GRANDES EVENTOS

Nesta semana (12), diante do aumento de número de casos, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), orientou um novo aumento nas medidas restritivas em grandes eventos. De acordo com o governador, eventos esportivos, shows e festivais devem ser realizados com 70% da capacidade do público, além da necessidade do comprovante de vacinação. A medida é uma orientação destinada aos municípios, ficando a critério das prefeituras, conforme a situação epidemiológica de cada local. O uso obrigatório de máscaras foi prorrogado até o dia 31 de março. Na mesma ocasião, Doria anunciou a abertura de pré-cadastro de vacinação para crianças entre 5 e 11 anos.

AVALIAÇÃO BMJ

A decisão quanto à recomendação de diminuição de público em grandes eventos e manutenção do uso de máscaras era algo indicado. Anteriormente, o governo de São Paulo já havia cancelado o Carnaval de rua diante do aumento nos casos de COVID-19 e influenza. A recomendação tem como intenção o controle de casos, além do preparo e reestruturação dos setores de saúde. O governo estadual deve acompanhar de perto a atuação dos municípios na vacinação, mas deixando a cargo das prefeituras a adoção de novas medidas sanitárias, conforme a realidade epidemiológica de cada município, ficando atento na proximidade e trânsito populacional entre as cidades de São Paulo neste período. Outros estados já apresentaram ou devem apresentar alternativas semelhantes. Vale ressaltar que, até o momento, estados e prefeituras ainda não adotaram novas medidas de restrição.

PASSAPORTE DE VACINAÇÃO É OBRIGATÓRIO EM EVENTOS PÚBLICOS E PRIVADOS NA CIDADE DE SÃO PAULO

Foi publicado, no Diário Oficial do município de São Paulo da última sexta-feira (7), o Decreto 60.989/2022, que alterou as exigências para apresentação do Passaporte da Vacina na capital. Com a mudança, a apresentação do passaporte passou a ser obrigatória para entrada em todos os eventos, públicos ou privados, a partir desta segunda-feira (10). Desde a implementação do passaporte sanitário, em setembro do ano passado, o comprovante era requisitado somente em eventos com público superior a 500 pessoas. A decisão foi orientada pelo aumento de casos de síndrome gripal e da variante Ômicron no município, que já havia motivado o cancelamento das festas de carnaval na capital. Pessoas infectadas com a variante Ômicron já representam 80% dos casos de COVID-19 na capital.

AVALIAÇÃO BMJ

Desde o último dia 5, a prefeitura disponibilizou cerca de 300 mil conjuntos de testes com dupla testagem para COVID-19 e influenza em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital. Mesmo com o aumento simultâneo no número de casos das duas doenças, infectologistas afirmam que há baixa probabilidade de saturação dos hospitais nos próximos dias, já que boa parte da população tem alguma imunidade. Para frear o aumento de casos de COVID-19, que teve significativa participação epidemiológica das crianças após o Natal, a cidade irá começar a vacinar crianças de 11 anos a partir da próxima segunda-feira (17).