A Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) recebeu, no Papo Direto desta quinta-feira (30.07), a presidente do Conselho de Administração dos Códigos de Ética da ABEVD, Mariângela Moreira. A especialista participou da conversa com a presidente executiva da ABEVD, Adriana Colloca.

Mariângela Moreira administradora e especialista de Vendas Diretas há anos, foi uma das responsáveis por criar o Código de Ética da ABEVD e hoje atua de forma imparcial neste segmento, para verificar o compromisso, a conduta e possíveis negligências das empresas.

Com o objetivo de esclarecer questões éticas da venda direta, o bate papo abordou os esquemas de pirâmides financeiras muitas vezes disfarçados de marketing multinível. Diante de um mercado em constante crescimento como é o caso da Venda Direta, existem muitas vantagens e oportunidades, mas também alguns problemas. O que deve ser observado é a ética como são construídos estes negócios, “para não cair numa cilada” segundo Adriana.

Durante a conversa foram respondidas diversas questões feitas por pessoas de todo o Brasil. As perguntas foram coletadas nas últimas semanas por meio dos canais de comunicação da ABEVD. As mais frequentes foram sobre como identificar se o negócio é confiável para se tornar empreendedor independente, além de questões técnicas sobre recompra e pontos do Código de Ética.

“O primeiro ponto de atenção é observar a empresa. Empresas confiáveis de marketing multinível não têm ganho só por recrutamento de pessoas. Os empreendedores independentes precisam ter ganhos de acordo com suas vendas de produtos”, afirmou Mariângela.

O setor de Vendas Diretas fomenta os negócios porque facilita para os empreendedores, que obterão ganhos referentes aos seus esforços desempenhados nas atividades. As especialistas reforçam que este modelo preza pelo cuidado com o empreendedor informal. “Não existe benefício sem esforço, isso não é venda direta. A empresa pode dar benefícios como forma de reconhecer esses esforços”, completou Adriana.

Outro ponto abordado na conversa foi sobre o kit mínimo, que há uma posição clara, deve ter finalidade exclusiva do empreendedor conhecer a mercadoria. Mariângela explicou que “o kit visa estimular para começar o negócio. Se for cobrada uma taxa, deve ser sempre razoável, algo que faça sentido pro empreendedor no negócio, não pode ser abusiva”. A presidente do Conselho de Administração dos Códigos de Ética da ABEVD, afirmou ainda que o código prevê que se o revendedor não obtiver lucro que a taxa prometeu pode pedir devolução, é o caso da recompra, também prevista no documento.

Como uma conjunção do que deve ser observado para não sair prejudicado numa experiência de empreender neste setor, as especialistas recomendam estes cinco pontos:

  • A Venda Direta envolve a comercialização de produtos e não recrutamento de pessoas, como é o caso das pirâmides financeiras. Recrutamento não pode ser mais importante que a venda da mercadoria;
  • Não existem ganhos fáceis na Venda Direta, este modelo de negócio tem empreendedorismo, busca de habilidades internas. As pirâmides tem o recrutamento de pessoas como principal e oferece ganhos fáceis;
  • Devem observar e ser criterioso quanto aos produtos ou serviços que vai revender, olhar se modelos são baseados por dedicação, se negócio é conduzido de forma respeitosa;
  • A Venda Direta preserva os empreendedores de terem prejuízo. Observe o que as empresas oferecem para as pessoas começarem;
  • Observar clausula de recompra e se é conveniada à ABEVD, pois empresas passam por critérios rigorosos.

Para finalizar, as especialistas ressaltaram a importância do guia de código de ética, que aprofunda pontos importantes e responde as principais dúvidas. O guia está disponível no site da ABEVD: www.abevd.org.br/codigo-de-etica/