Levantamento da Omie mostra projeção para o ano com crescimento de 2,8% na movimentação financeira de pequenas e médias empresas

A média da movimentação financeira real das pequenas e médias empresas brasileiras avançou 9,3% no primeiro trimestre de 2022, em comparação com o mesmo período de 2021, apesar do conturbado ambiente econômico no país. As informações são do Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (Iode-PMEs), divulgado com exclusividade a PEGN.

Segundo o índice, o crescimento foi condicionado ao avanço nos setores de infraestrutura (+19,6%) e comércio (+15,0%), em que os segmentos varejo (1,6%) e atacado (1,3%) registraram aumento no crescimento médio no primeiro trimestre considerando a evolução da média móvel de 12 meses. A única exceção foi o setor agropecuário, que manteve movimentação financeira real abaixo dos níveis de 2021 (-5,3%).

Em março, o avanço foi de 11,2%, ante mesmo período em 2021, puxado pelas atividades Infraestrutura e Comércio. Na comparação com fevereiro deste ano, o índice apresentou expressivo aumento de 15,2%, após o usual enfraquecimento nos primeiros bimestres do ano.

Para 2022, o Iode-PMEs projeta crescimento de 2,8% na movimentação financeira de PMEs, principalmente pelo aumento acima do esperado neste primeiro trimestre, mas há indicação de desaquecimento na segunda metade de 2022, devido ao prolongamento da aceleração da inflação e pelos efeitos da subida de juros nos últimos meses. A eleição presidencial também costuma paralisar investimentos e diminuir o ímpeto do consumo, o que também pode afetar negativamente o desempenho econômico das PMEs brasileiras.

O índice, criado pela Omie, plataforma SaaS de gestão (ERP) na nuvem, analisa dados agregados e anonimizados de movimentações financeiras de contas a receber de mais de 90 mil clientes, cobrindo 622 CNAEs (de 1.332 subclasses existentes) que compõem cinco grandes setores: Agropecuário, Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços. Os dados são deflacionados com base nas aberturas do IGP-M (FGV), tendo como base o índice vigente no último mês de análise.