Aumento das atividades autônomas, como a Venda Direta, impulsionaram a diminuição da taxa de desemprego no país

O desemprego no Brasil atingiu o menor índice desde o segundo trimestre de 2015, 9,3%, como apontam os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). O índice não possui relação apenas com postos de trabalho de carteira assinada, mas também com o crescimento do número de trabalhadores autônomos, que hoje totalizam 40% da população empregada.

São cerca de quatro milhões de empreendedores independentes que trabalham com Venda Direta no Brasil — popularmente conhecidos como revendedores ou consultores –, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD). O setor é formado por trabalhadores autônomos que escolheram revender produtos e/ou serviços de empresas.

O setor conta com quase metade dos empreendedores entre 18 a 29 anos (48,1%), deixando de ser apenas uma oportunidade para quem precisa de renda extra, mas também uma opção de empreendedorismo para uma geração que cresceu com acesso à internet, e que viu na familiaridade e no alcance da rede, juntamente com o baixo investimento inicial, uma possibilidade de ser seu próprio chefe e dedicar a quantidade de horas que desejar para o trabalho.

Além disso, a Venda Direta tem se tornado cada vez mais digital, considerando os dados da ABEVD que apontam que mais da metade dos empreendedores — 53,5% — classificam aplicativos de mensagens, internet e mídias sociais como os meios mais utilizados para venda e divulgação dos produtos.

A empreendedora Layane Santiago considera a liberdade como a grande vantagem da Venda Direta. “Mais qualidade de vida, mais tempo e liberdade geográfica e fazer meu próprio horário. A Venda Direta me traz todos esses benefícios”.

“Como produtor rural eu trabalhava das 5h da manhã até às 23h e, por muito tempo, eu me sentia preso. Conheci o setor com a indicação de um amigo, e por quatro anos dividia meu tempo como produtor rural e empreendedor, mas depois disso, passei a me dedicar 100% para a Venda Direta”, relata o empreendedor Marcelo Oda.

A presidente-executiva da ABEVD, Adriana Colloca, destaca “Ter seu próprio negócio está entre os maiores sonhos do brasileiro. E a venda direta proporciona isso sem com maior segurança, e com o diferencial de os programas de treinamento, oferecidos pelas empresas e pela própria ABEVD, para conhecer, se atualizar e crescer no mundo das vendas”, pontua.

A ABEVD

A Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) é uma entidade sem fins lucrativos, criada em 1980 para promover e desenvolver a venda direta no Brasil, bem como representar e apoiar empresas que comercializam produtos e serviços diretamente aos consumidores finais. A entidade é membro da World Federation of Direct Selling Associations (WFDSA), organização que congrega as associações internacionais de vendas diretas existentes no mundo. Por isso, segue os códigos de ética implantados por suas filiadas, que representam mais de 70 países.

Fonte: Resumo Diário.