Recém-saída de uma grande crise, país registra aumento inédito de interessados em trabalhar no setor

As festa ou reuniões de venda direta passam por um surto de popularidade na Irlanda. De acordo com a Direct Selling Association of Ireland (DSAI), quatro mil pessoas a mais se tornaram revendedoras diretas, em relação ao ano passado. O número eleva o total de revendedores neste mercado para mais de 20 mil pessoas na região.

Nos encontros, os revendedores apresentam de tudo: cosméticos, joias e utilidades domésticas a grupos que já respondem por um quinto da receita total de vendas diretas na Irlanda, de acordo com o DSAI. No total, o órgão conta com 16 empresas associadas, incluindo Amway, Mary Kay, Forever Living e Neal’s Yard Remedies, ambas de produtos naturais e cosméticos.

“Estas festas já estão se tornando tendência”, conta a diretora geral da DSAI, Lynda Mills. E um dos impulsos está na participação masculina: na Irlanda, cinco mil vendedores diretos são homens. Além deles, há quase nove mil vendedores com mais de 50 anos, segundo a associação.

Embora a venda direta seja tipicamente uma atividade complementar à renda, estima-se que cerca de 13% por cento dos vendedores diretos – 2.600 pessoas – trabalhem em tempo integral na indústria, gerando algo na casa de 50 milhões. Um número altamente considerável para uma população que enfrentou uma grade crise recentemente e dá a volta por cima.