Embora os números apontem que a Black Friday deste ano será movida principalmente pela conversão no e-commerce, e pelo modelo híbrido, com a retirada da mercadoria na loja física (o chamado pick-up in store), o Varejo não pode deixar nenhuma ponta solta – seja na infraestrutura local que apoia a operação online, seja na estrutura das lojas físicas – as dimensões continentais do país e seus desafios logísticos demandam planos de preparação e contingenciamento das operações.

Mesmo tendo sido uma data “importada” e muitas vezes com promoções questionadas pelos consumidores, a Black Friday já se tornou uma data de compra tão ou mais importante que o Natal em alguns segmentos. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico divulgou uma expectativa de crescimento de 3,5% para o faturamento do e-commerce na data – a previsão é que o comércio online movimente R$ 6,5 bilhões na Black Friday brasileira. Mesmo que as previsões do Varejo físico sejam bem mais conservadoras, o IDV (Instituto Nacional do Varejo) estima que o resultado será menos ruim que no último trimestre, com uma queda de apenas -0,5%.

Planejamento é a palavra-chave

Seja na loja online ou física, a Black Friday precisa de planejamento e antecedência – a exigência sobre a TI corporativa é grande. Picos de tráfego, falhas inesperadas, problemas com operadoras são apenas alguns dos problemas que podem impactar no resultado de eventos como Black Friday – e é por isso que a infraestrutura precisa estar no radar. Além disso, as melhorias implementadas durante essas campanhas de vendas específicas também ajudarão a melhorar os resultados a longo prazo.

Ter uma infraestrutura estável significa que você tem a capacidade de se recuperar de uma falha catastrófica o mais rápido possível, que não há uma reinicialização automática planejada para este dia e que você garante que há recursos suficientes disponíveis. Estar preparado significa que sua infraestrutura estará pronta para lidar com muito tráfego sem que você precise se preocupar com isso durante a Black Friday.

Dependendo se você usa uma solução on-premise ou uma infraestrutura baseada em nuvem, é preciso considerar os riscos e as ações necessárias para garantir o funcionamento ideal ao longo do dia.

Outro ponto relevante – muitas vezes deixado em segundo plano – é a estrutura do PDV. Grandes varejistas, com um enorme número de checkouts por loja precisam se estruturar com antecedência no que diz respeito a troca de peças e contingenciamento de links. Aqui, é preciso não apenas a infraestrutura, mas o envio de peças, e estoque local para garantir o funcionamento dos checkouts.

Além disso, varejistas locais precisam garantir o contingenciamento de links – sem a conexão com sistemas centrais, lojas não conseguem fazer compras, emitir notas fiscais e muito menos processar pagamentos.

No que tange à tecnologia em si, se você ainda depende da infraestrutura on-premise, precisará se preparar para a Black Friday. Nesse caso, tudo precisa ser testado com bastante antecedência – bem como será necessário fazer a revisão da capacidade da infraestrutura atual. Em caso de parada de hardware, por exemplo, é preciso ter estoque de peças para rápida reposição.

A nuvem simplifica a necessidade de escalabidade – e em termos de manutenção é muito mais simples, porque tira esse problema do foco do time interno de TI. Sem dúvida, manter operações críticas na nuvem é a melhor opção neste caso.

Mas, na maioria das vezes, a chave para o sucesso na Black Friday é a comunicação. Líderes de negócios sabem conhecem os números, e os líderes técnicos sabem como estruturar a operação de maneira a suportá-la apropriadamente. O alinhamento entre TI e negócios é vital para que, em conjunto, os times possam prever de onde os picos estão vindo, e providenciar a estrutura necessária para reduzir o pico de inatividade.

Fonte: SEGS