Entre os inúmeros assuntos relevantes para o setor de vendas diretas, ética foi escolhido como o primeiro tema do encontro realizado no final do mês de outubro em São Paulo.

A ABEVD acredita que os modelos de negócios estão evoluindo e por isso a associação tem um papel importante na atualização dos profissionais, na divulgação e promoção das boas práticas para o setor e para a sociedade em geral.

Com cerca de 100 pessoas participantes e a capacidade total do local preenchida, o evento contou com a presença de executivos, tomadores de decisão ligados à área de vendas, marketing, comunicação, jurídico, compliance, diretores das empresas associadas, empreendedores independentes, parceiros e interessados em aderir ao setor de vendas diretas.

A abertura do evento foi feita por Ana Beatriz da Costa, presidente do Conselho Diretor da ABEVD. Em seguida, o primeiro painel “Aplicando na prática o Código de Ética” foi mediado pela presidente executiva da entidade, Adriana Colloca, e contou com a participação de Eduardo Vilhena (Mary Kay), Itamar Gaino Filho (Natura) e Paulo Polesi (Herbalife).

Ao citar o comportamento empresarial, Itamar Gaino falou que é preciso ir além do básico: “É necessário ter consciência sobre o tipo de consumo que você provoca, o impacto ambiental e as práticas de responsabilidade social que tornam a agenda muito mais ampla”, disse.

Também foram discutidos outros pontos que estão na cartilha de conduta mundial do setor e que é promovida pela WFDSA (World Federation Direct Selling Association), da qual a ABEVD é associada e signatária. Os associados à ABEVD se comprometem a seguir o código de ética da entidade. Os documentos estão disponíveis para download aqui.

Ao falar sobre a importância da ética na prática, os debatedores explicaram que o tema não pode ficar apenas no discurso e que é preciso fomentar esta cultura entre todos os envolvidos nas empresas, desde a diretoria até a força de vendas.

Ao abordar o tema, ficou claro que as empresas precisam estar atentas a todas as etapas do processo, desde a produção até a entrega, ou seja, não basta apenas ser ético nos treinamentos e no discurso, mas é preciso aplicar as ações éticas no dia a dia.

O painel abordou ainda questões fundamentais para o desenvolvimento do negócio das empresas do setor de vendas diretas como: aliciamento de força de vendas, obrigatoriedade da compra de kits, motivos que levam os empreendedores a estocarem produtos, pagamento de bônus pela entrada de revendedores e suas redes, comunicação enganosa, com empresas prometendo além do que podem entregar, entre outros.

No intervalo, houve o coffee break, com oferecimento do escritório de advocacia Derraik & Menezes Advogados. Este foi o momento ideal para o networking e bate-papo entre os participantes.

Já o segundo painel abordou as estratégias de reputação nas vendas diretas e discutiu a questão da comunicação e da construção da imagem das empresas no setor.

Com a participação de Adriana Paes (Amway), Juliana Ferrari (Avon), Paloma Doro (Jeunesse) e mediação de Gisele Lorenzetti, da LVBA Comunicação, as debatedoras mostraram o quanto é importante alinhar o discurso aos valores da empresa e que, neste quesito, o treinamento dos colaboradores é fundamental para propagar estas ideias entre os envolvidos.

“O papel do treinamento é este: não só treinar no que diz respeito ao produto, mas treinar para que seja realmente uma pessoa melhor”, mencionou Juliana Ferrari.

Ao falar sobre crise, as debatedoras explicaram que as crises no setor de vendas diretas são esperadas e para isso é preciso atuar em duas frentes: interna e externamente.

Enquanto que internamente, os executivos precisam estar alinhados com a mensagem a ser transmitida para saber como agir, a força de vendas tem que ter clareza de onde a empresa quer chegar. Com informações corretas, os representantes terão a noção da visão geral da companhia e assim poderão combater a propagação de notícias falsas.

“Temos que ter uma comunicação clara e transparente, com um canal aberto para sempre entregar a mesma mensagem”, finalizou Adriana Paes.

Também houve destaque para a importância de um canal aberto e transparente de contato entre as empresas e os empreendedores da força de vendas, para que não haja a possibilidade de ruído na comunicação.

Coube ao Prof. Dr. Robert Henry Srour encerrar a manhã de troca de conhecimentos e informações. Ao falar sobre os pequenos deslizes cometidos no dia a dia, o especialista mostrou a importância da ética em todas as esferas sociais: tanto no trabalho quanto na vida pessoal.

A ideia da ABEVD é ampliar o número de edições do evento em 2019 e convidar especialistas do mercado e representantes de empresas para debater outros assuntos importantes.

“O Seminário de Ética em Vendas Diretas mostrou que a escolha por este modelo de evento foi acertada. Estamos planejando outros encontros e vamos em busca de assuntos interessantes e profissionais respeitados para debatermos da melhor maneira possível temas importantes para o setor”, explica Adriana Colloca.

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