Grandes empresas investem no modelo de venda direta

Em 2013, esse setor movimentou R$ 41,6 bilhões no país

O mercado de venda direta continua com boas previsões para este ano. Com movimentação de R$ 41,6 bilhões em 2013, muitas pessoas se tornam revendedores para complementar a renda e acabam transformando o trabalho na principal fonte.

O setor, que possui mais de 4,5 milhões de revendedores, permite uma maior flexibilidade de horários, não há gastos fixos, como os que envolvem manter uma loja. O retorno para quem investe varia, uma vez que cada revendedor faz o seu horário e tem um determinada cartela de clientes.

Em 2012, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) realizou um estudo que mostrou, na época, que o lucro médio mensal dos consultores brasileiros era de R$ 323,15. O destaque ficou por conta do Rio de Janeiro, onde 53% dos revendedores tinham na venda direta a sua única fonte de renda.

Grandes empresas entram para a venda direta

Em 2013, a Marisa começou a investir na venda direta com um projeto-piloto de 700 consultoras que vendem roupas femininas por meio de catálogos. Hoje, em todo país, são mais de 90 mil consultoras. Outra empresa que também decidiu investir nesse mercado foi a Polishop, que possui 80 mil revendedores cadastrados e não vê concorrência entre o catálogo com as lojas físicas, e-commerce ou televendas.

Essa mudança de empresas de diferentes áreas para a venda por catálogo é uma tendência no Brasil. Atualmente, existem empresas que vendem livros, cursos de idiomas, itens para animais de estimação e utilidades para o lar por meio do contato pessoal fora de um lugar fixo. Com isso, as empresas conseguem atrair consumidores que gostam de praticidade.