Publicação reúne a reflexão de especialistas e executivos de grandes empresas brasileiras

Será que ESG é apenas uma onda? O mercado financeiro está de olho nesse movimento? Qual é o papel das empresas na pauta ambiental? Dá para inovar no ESG? A Governança deve ser a base do ESG? E qual é o futuro da prática? Muitas perguntas ainda fazem parte da rotina daqueles que estão buscando desenvolver práticas de ESG e, para ajudar estes profissionais, a Fundação Dom Cabral (FDC) disponibiliza, gratuitamente, o e-Book Inovação o motor ESG. Para ter acesso, basta acessar o link.

Na publicação, especialistas compartilham suas experiências e reflexões para esse caminho que está diretamente relacionado à capacidade de inovação das empresas e quais os critérios ambientais, sociais e de governança servem de guia em suas jornadas. O trabalho conta com o patrocínio da Ambipar, banco BV, Cescon Barrieu e Julius Baer Family Office Brasil.

O início da jornada

Algumas reflexões propostas pelos especialistas ouvidos pela equipe da FDC abordam o início da jornada daquelas empresas que querem, ou já se dedicam, ao ESG. Criar um comitê de sustentabilidade formado por membros do conselho de administração para que haja uma boa conexão entre o estratégico e o tático é uma opção, de acordo com Sonia Consiglio Favaretto, conselheira de Administração e Presidente do Conselho Consultivo da GRI no Brasil.

“A organização que quer iniciar essa jornada deve, primordialmente, começar a se perguntar sobre onde se posiciona o ESG na empresa e se há conhecimento e estrutura na organização para o tema”, afirma Favaretto.

Além disso, a especialista conta que é preciso refletir sobre o objetivo da prática, onde se quer chegar, o que se quer ganhar, quanto se quer evoluir, etc.

Segundo a conselheira, se possível, trabalhar com números para que estes sejam monitorados e medidos, possibilitando que mostremos o impacto do ESG na criação e proteção de valor da organização.

Outro passo fundamental é a definição da materialidade dos temas, os impactos positivos e negativos da organização. “Não saber o foco é uma perda de tempo, recursos, horas e receita para um processo vazio”, afirma Sonia.

O e-Book

O trabalho foi coordenado pelo professor da FDC Carlos Arruda e contou com a participação das pesquisadoras Erika Barcellos, Stephania Guimarães, do professor convidado e especialista em finanças e ESG da FDC, Carlos Braga, do professor e especialista em governança, Dalton Sardenberg, e do professor e diretor do Núcleo de Sustentabilidade, Heiko Spitzeck.

Fonte: Exame