Após encontro com a diretoria da Natura &Co, o BTG Pactual se mantém com uma visão de longo prazo conservadora sobre a empresa por conta dos desafios em rejuvenescer a marca The Body Shop e da reestruturação da Avon, mas notam que a empresa vem evoluindo nos dois frontes.

“Com uma melhor estrutura de capital após aumentos de capital no ano passado, continuidade na digitalização dos revendedores, oportunidade de vendas cruzadas com a Avon e rapidamente capturando sinergia, estamos mais confiantes com a tese da Natura”, escrevem os analistas Luiz Guanais, Gabriel Disselli e Victor Rogatis.

João Paulo Ferreira, diretor presidente para América Latina da empresa, disse aos analistas que querem chegar em 2023 com algo entre 20% e 23% das vendas vindas de e-commerce e redes sociais, contra 11% em 2020, ao digitalizar o recrutamento de representantes de vendas.

A entrada da operação da Avon na empresa ajudou a Natura a contornar escassez de insumos para seus produtos, falou o executivo. A companhia está conseguindo mitigar inflação nos custos com as sinergias da união dos negócios e o BTG estima que 50% das sinergias de custos em logística e plantas na América Latina já foram capturadas.

O BTG Pactual tem recomendação de compra para Natura &Co, com preço-alvo em R$ 70, potencial de alta de 40,1% sobre o fechamento de ontem.