Nos últimos anos, o setor de vendas diretas tem vivido uma transformação significativa em seus modelos de gestão. Com a entrada de lideranças com menos vivência no canal, algumas empresas têm adotado estratégias mais voltadas à performance imediata do que ao desenvolvimento de relações duradouras — um movimento que pode comprometer o DNA do setor, historicamente construído sobre conexões humanas e engajamento.
Desde meados do século XIX, a venda direta se baseia na construção de comunidades, na força da recomendação pessoal e no protagonismo de empreendedores independentes. No entanto, práticas mais transacionais vêm ganhando espaço: adoção de modelos afiliados, mudanças em planos de compensação e decisões centradas em planilhas, que nem sempre consideram o impacto real na rede de distribuidores.
A ABEVD reforça a importância de valorizar o capital humano e o relacionamento com o campo, pilares que sustentam o sucesso das empresas do setor no Brasil e no mundo. Ao acompanhar essa tendência global, é fundamental promover reflexões sobre os rumos da liderança e os efeitos que decisões corporativas podem ter na motivação e no crescimento sustentável dos empreendedores.