Modelo de negócio considera viabilidade financeira e diferentes formas de apresentação ao mercado
O Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo. Segundo uma pesquisa feita pela GEM (Global Entrepreunership Monitor) em 2013, com 197 mil pessoas de 70 países, 84,6% dos brasileiros com idade entre 18 e 64 anos acreditam que o empreendedorismo é uma boa chance de carreira. Já o Sebrae garante que o empreendedorismo é responsável por 25% do PIB no país.
E a participação do setor de venda direta é importante: são 4,3 milhões de trabalhadores, que contribuiram para movimentar R$ 18,4 bilhões em volume de negócios somente no primeiro semestre de 2013.
Homens e mulheres buscam nas vendas diretas oportunidades para complementar a renda e empreender – como num negócio próprio – até mesmo com equipes treinadas e níveis hierárquicos para compensação financeira, como é o caso do modelo de negócios de marketing multinível.
Para a diretora da ABEVD, Roberta Kuruzu, “o termo ‘empreendedor’ define alguém versátil, com habilidades para saber produzir, reunir recursos financeiros, organizar as operações internas e realizar as vendas de sua empresa. Também envolve valores, dedicação de tempo e esforço, bem como assumir riscos para atingir seus objetivos. Neste sentido, impulsionados pelo espírito das vendas diretas, os revendedores valorizam a confiança, o diálogo, a personalização e a inovação como diferenciais para seus negócios”.
E por falar em inovação, a tecnologia moderna ajuda no trabalho do revendedor, facilitando a administração de pedidos, entregas, faturas e cobranças, bem como o controle de tarefas e equipes. A forma de apresentar seu negócio ao mercado também pode ser diferenciada no sentido do contato pessoal, experimentação, construção de relacionamento por meio de visitas, venda por catálogo, como consultor ou mesmo party plan – reuniões de demonstração informais realizadas nas casas de “anfitriãs”.
O setor de vendas diretas continua pujante no Brasil, não só pela economia em desenvolvimento, como também pelo fator cultural e humano do brasileiro, que combina a vontade de empreender com a facilidade de se relacionar. “O revendedor tem afinidade pessoal com o negócio e com as pessoas, ultrapassando apenas as relações tipicamente comerciais ou financeiras que predominam no varejo tradicional. São exemplos que reforçam que a relação humana pode ser produtiva e lucrativa, sem deixar de ser calorosa, sincera e divertida”, completa Roberta.