Dados mostram que nos meses de julho e agosto números de empreendedores ativos cresceu, assim como o volume de vendas do setor

O isolamento social provocado pelo novo coronavírus, aliado a inserção de novos revendedores em busca de recolocação profissional e ao incremento de soluções tecnológicas que favoreceram as vendas online são os principais fatores que fizeram com que o setor de Vendas Diretas fosse um dos poucos do comércio a registrar crescimento no primeiro semestre deste ano.

Julho foi o melhor mês para as Vendas Diretas, com alta de 21% no número de empreendedores independentes e agosto com 16,4%, quando comparados os mesmos períodos de 2019.

O volume de vendas também apresentou dados positivos. No acumulado do ano, o setor cresceu 6,3% em relação ao mesmo período (de janeiro a agosto) de 2019.

“Os dados mostram um momento bastante positivo para o setor de expansão e inovação. Mais do que nunca, a Venda Direta é uma excelente opção de negócio para quem quer empreender e precisa de uma renda adicional, com baixo risco e custo de entrada”, explica Adriana Colloca, presidente executiva da ABEVD. “Já vínhamos incentivando a força de vendas para o uso de ferramentas digitais na divulgação e venda de produtos. Com a possibilidade de ser feita de forma digital, não há mais barreiras. O relacionamento, o cuidado e o carinho da Venda Direta podem acontecer online, com conquista de mais clientes e maior divulgação dos produtos. É o que chamamos de Social Selling, a venda direta acompanhando as tendências das relações em geral. Se as relações estão cada vez mais digitais, a venda direta segue esse caminho e encontrou solo fértil para crescimento”, completa.