Segundo levantamento da ABEVD, número de empreendedores atuantes no período foi de 4,3 milhões de profissionais

O mapeamento realizado pela associação mostrou que mesmo diante do recuo de 4% no PIB no período de janeiro a setembro e das altas taxas de juros (14,25%) e desemprego (11,08%), o setor de vendas diretas se manteve praticamente estável. Segundo o estudo de dimensionamento do mercado, realizado pela ABEVD (Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas), o volume de negócios de janeiro a setembro foi de R$ 29,5 bilhões, o que representa uma leve contração de -1,9% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em relação ao número de empreendedores do setor, segundo a análise da associação, as vendas diretas contabilizaram 4,3 milhões de profissionais autônomos atuantes.

“Diante da grave crise econômica que impactou fortemente diversos setores, como foi o caso do varejo tradicional, consideramos positivo o fato das vendas diretas terem se mantido resiliente frente ao cenário adverso desse ano”, explica Roberta Kuruzu, diretora executiva da ABEVD.

O Brasil é o sexto mercado de vendas diretas no mundo, segundo levantamento da World Federation of Direct Selling Associations (WFDSA). Além disso, o país tem apresentado grande potencial para atrair novos segmentos e profissionais para o modelo.

“As vendas diretas têm auxiliado milhões de pessoas que buscam alternativas de renda complementar e até mesmo renda principal. O setor tem contribuído para que diversos profissionais possam mudar seu estilo de vida, saindo do tradicional modelo corporativo de trabalho e proporcionado mais qualidade de vida. Além disso, o mercado nacional pode crescer ainda mais, pois graças à versatilidade do setor, toda e qualquer categoria de produtos pode aderir a esse modelo”, salienta Kuruzu.

As expectativas para o fechamento do ano são positivas, pois esse é um período em que o setor absorve mais profissionais em busca de uma alternativa eficiente e de baixo risco para obtenção de renda.