O relacionamento presencial com o cliente ainda é uma ferramenta importante para o mercado de vendas diretas. Porém, o setor está se modernizando e apostando em uma ampla transformação digital para atender as demandas do novo perfil dos revendedores e clientes, uma vez que o Brasil é o 4º país do mundo com maior número de internautas. São mais de 120 milhões de pessoas conectadas à internet, segundo o relatório sobre economia digital da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), divulgado em outubro de 2017.
Para Adriana Colloca, presidente-executiva da Associação Brasileira de Empresas de Venda Direta (Abevd), o setor, que deve crescer 3% em 2018, faturando R$ 46,5 bilhões, reconhece a importância do relacionamento pessoal com consumidores, mas está de olho no poder das redes sociais no processo de divulgação dos produtos. Em entrevista ao jornal DCI nesta semana, Adriana alerta que a expansão virtual pode enfrentar alguns entraves como o sinal ruim de internet e questões logísticas. Por conta disso, “a categoria de vendas porta-a-porta ainda é importante no processo de relacionamento com os consumidores”, afirma a executiva.
Por outro lado, nos últimos anos, surgiram novas formas de compra e venda como grupos em redes sociais e comunicação via aplicativos de mensagens como Whatsapp. Diante desse novo cenário, as empresas de vendas diretas estão desenvolvendo plataformas digitais que conversem com essas ferramentas. Marcas como Mary Kay e Herbalife estão apostando no desenvolvimento de aplicativos para os consultores administrarem estoque e vendas. Outra maneira de contribuir com seus revendedores é integrar as plataformas digitais próprias com esses novos canais. “Hoje o revendedor entra em contato com o cliente via Whatsapp e a compra é guiada digitalmente para as nossas plataformas virtuais. A cada 10 compras realizadas, oito são feitas por meio de canais digitais”, relatou Paloma Doro, gerente de marketing e vendas da Jeunesse, ao jornal DCI.
O mercado de vendas diretas encerrou 2017 com quatro milhões de revendedores e está cada vez mais pulverizado. Atualmente o segmento de cosméticos representa 54%, seguido por vestuário (8%), acessórios (7,9%), cuidados com a casa (6,5%) e suplementos alimentares (4,3%).
As informações são da Abevd, divulgadas pelo jornal DCI em matéria escrita pelo jornalista João Vicente Ribeiro.

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